19 April 2006

Livro: Aventura do livro: do leitor ao navegador - Roger Chartier

O foco do livro é mostrar a evolução dos métodos de se "empacotar" textos e da maneira como são lidos. Parte da revolução de Gutenberg na qual os livros começaram a se difundir para um público mais amplo do que os antes privilegiados monges e nobres passando pela época do surgimento do livro de bolso e chegando aos dias atuais, citando a internet como o possível veículo para realização de um sonho antigo do ser humano: a universalidade.

Confesso que é muito chato no começo, principalmente porque o autor dedica várias folhas somente para explicar a presença das imagens como complemento vital dos textos ainda na época de Gutenberg.

Contudo é ricamente ilustrado com telas e fotografias que ajudam a explicar as conclusões do texto, o que torna a leitura um pouco mais agradável.

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09 April 2006

Empresas que já usam a Gestão da Informação a seu favor

No Brasil, algumas das empresas que tem profissionais ligados a Ciência da Informação, área onde a Gestão da Informação se inclui:
  • Caixa Econômica
  • Banco do Brasil
  • Petrobrás
  • Serpro
  • Embrapa

No livro que fala da adoção e otimização dos processos de informação, Portais Corporativos, de José Cláudio Terra existem 12 estudos de caso, um desses estudos é da já citada brasileira Serpro, as outras são:
  • ADC Telecommunications - Setor de Telecomunicações;
  • Bain & Company - Consultoria de Relações Públicas;
  • Context Integration - Integradores de Sistemas;
  • Eli Lilly - Farmacêutico;
  • Hill & Knowlton - Serviços de Relações Públicas;
  • Nortel - Setor de Telecomunicações;
  • Siemens - Setor de Telecomunicações;
  • Texaco - Energia/Petróleo;
  • Xerox - Gestão de Documentos;
É importante lembrar que esta é uma nova função que vem se desenvolvendo na área da informação. Principalmente no Brasil ainda não existe o conhecimento por parte dos empresários do que é a GI e quais os benefícios que ela proporciona.

Outro dia escreverei um post comentando os cases mostrados no livro do Terra.

Agradecimentos à Profª Edmeire, da disciplina de História da Cultura e Registros do Conhecimento que me passou as informações acima.

04 April 2006

A Revolução Digital ainda não aconteceu

Gutenberg, todos sabem o que ele fez. E foi lá em meados do século XIV - Considera-se uma revolução passar a reproduzir livros sem ter de escrever à mão cada unidade - Mas quem pensa que foi assim tão espetacular, criou e adotou-se, engana-se. Até o século XIX as pessoas ainda usavam a escrita como método de reprodução de documentos, principalmente os que eram “proibidos”.

Mudaram os métodos, mas o papel, que é a “matéria-prima” nos documentos, vem sobrevivendo há milhares de anos, passando por Gutenberg até os dias de hoje. Com a concepção de um meio digital para armazenar informações todos esperavam uma redução drástica do uso dos papéis, mas seguindo caminho contrário o volume de papéis aumentou exponencialmente.

A reprodução manual de documentos perdurou por cinco séculos após a automatização criada por Gutemberg, mas acabou caindo em desuso. Os computadores, enfim: o meio digital, vai além da reprodução para entrar no campo da distribuição sem a necessidade de papel, isso torna o documento impresso desnecessário, propício ao desaparecimento. Então tudo indica que, por mais demorado que possa ser, como a extinção da reprodução manual de livros, o fim do “papel” ainda vai chegar!

Acredito que, num futuro próximo, a Revolução Digital vai realmente acontecer porque irá acabar com a impressão de informações. A criação e distribuição de conteúdo se dará somente através de meios digitais.

postado também no novoMUNDO